quinta-feira, 18 de março de 2010

Viagem a Paris...

Objectivo: Visitar Paris, em apenas 4 dias, vendo o máximo e gastando o mínimopossível...



A lógica ditaria iniciar pelos pontos turísticos tradicionais, como a Torre Eiffel, o Arco do Triunfo, o Louvre e a Catedral de Notre Dame. Mas não me queria ficar pelo obvio.
Com a disponibilidade de tempo e desconhecimento da cidade, foi o que restou (o obvio). mas em motivos para lamentos. o que consegui ver (manifestamente pouco) bastou para ficar impresso na retina por bastante tempo.
Restam as fotos e a vontade de repetir, com mais tempo, claro.


Pelo que ouvira de amigos, Paris é uma cidade para se visitar a pé ou de metro.


Comprei um passe de 3 dias (Paris Visite) e aproveitei a oferta de um mapa da cidade e outro das linhas de metro. E pronto, bora lá conhecer a cidade...


No Hotel ( com o mínimo de estrelas que consegui encontrar – afinal, só lá ia dormir…) perguntei quais seriam as melhores zonas para visitar. Sugeriram-me começar pelo centro, onde se encontram os Champs Elysées. Depois, é só andar por lá e dá-se com tudo.


Apanhei o metro (linha 1 - linha central onde se chega a “todo o lado”) e desci na estação Charles de Gaulle Etoile. Ao subir as escadarias da estação encontra-se, logo de frente, o monumental Arco do Triunfo.


A avenida dos campos Elíseos liga o Arco do Triunfo ao largo conhecido como Place de la Concorde.
Ao longo dos cerca de 4 quilómetros da avenida (percorrida de lés a lés) encontram-se dezenas de lojas, restaurantes, galerias e, principalmente, gente de todo tipo.


Depois de atravessar o largo Rond Point a avenida passa a ser ladeada por um jardim e um lago, onde se junta imensa gente a passear, a ver o pôr-do-sol e onde passei umas horas simplesmente, a observar o que me rodeava.
Em frente à estação do metro Champs Elysées – Clemenceau, encontram-se os magestosos edifícios do Grand Palais e Petit Palais, sempre com exposições de obras de arte patentes.


Voltando aos Champs Elysées e continuando a caminhada pelo jardim, chega-se à Place de La Concorde, outro dos pontos nobres de Paris. Durante a revolução francesa aqui eram executados os condenados à guilhotina (na época era chamada de Place de la Revolution).
Este é um ponto central da cidade, e encontra-se pejado de autocarros turísticos, que despejam centenas de visitantes por hora no coração da cidade. Eu preferi a via menos turistica (penantes)…


Um passeio que me referiram como imperdível (mas que eu “perdi”) é o de barco, pelo Sena (que demora cerca de uma hora). 14 horas seguidas num barco em Sevilha, há uns anos, fizeram-me perder o interesse por este passeio…

O ponto central da praça de La Concorde é o Obelisco de Luxor, trazido da antiga cidade egípcia com o mesmo nome. A pouca distância dali fica também o Palácio Presidencial Francês, conhecido como Palais de l’Elysée.






Depois de atravessar a Place de la Concorde chega-se aos portões de entrada do Jardim das Tulherias (Jardin des Tuilleries). Aqui segui pela rua paralela, (Rue de Rivoli), um paraíso para quem anda à procura de lembranças, t-shirts que dizem “I Love Paris, chaveiros, imãs para o frigorífico e todo tipo de traquitanas e “lembranças” da cidade. É aconselhável não comprar logo na primeira loja que se encontra, pois percebi que os preços variam bastante de loja para loja.


A meio caminho, na rue de Rivoli, no largo em frente ao Hotel Regina, encontrei a estátua equestre (e bem dourada) de Joana d’Arc, santa padroeira da França.


Atravessando a rua em frente à estátua chegamos a um dos mais famosos museus do mundo:


O Louvre

Num museu com a dimensão deste, seria impossível ver todas obras em exibição apenas numa visita. Mas o tempo era escasso…


Ainda assim, deu pra ver os ex-libris todos…


O Louvre e a sua envolvência são indescrítiveis.. A beleza, ostentação, a dimensão de tudo o que se encontra são de tirar o fôlego a qualquer pessoa mais distraída. De facto, o dizer popular “à grande e à francesa”, aplica-se na perfeição.


Originalmente construído como um castelo no século XIII, no século XVI tornou-se na residência oficial dos monarcas franceses.


Para além de ser conhecido como a casa da Mona Lisa também ficou conhecido após a controversa decisão do ex-Presidente da Republica, François Miterrand, de mandar construir as famosas pirâmides de vidro que permitiram a entrada de um maior número de pessoas em simultâneo, de modo a que as intermináveis filas de espera se tornassem mais diminutas.


Na zona (moderna e industrial) conhecida como “La Défense” encontram-se as maiores empresas do país. É um contraste completo com a zona velha: Edifícios imensos, modernos, com design arrojado e… um dos poucos shoppings de Paris, o Quatre Temps.


Esta zona, decididamente, fascinou-me, que me desculpem os puristas de Paris e da zona velha (que adorei) mas o ambiente na La Défense é fenomenal.


A Torre Eiffel

Construída para a Expo de 1889, com planos para posteriormente ser demolida, tornou-se no cartão de visita de Paris, volvidos mais de cem anos desde a sua construção.






Notre Dame de Paris


Quem já viu um mapa da cidade de Paris repara, com certeza, que existem duas ilhas no meio do Rio Sena, a Ile de la Cité onde se encontra a catedral de Notre Dame. e a Ile de St Louis.


Construída no século XII em honra de Maria. Com estilo gótico ao longo dos tempos foi sofrendo várias alterações, conforme os estilos predominantes na altura. Daí que ao olhar para a catedral se identifiquem vários géneros arquitectónicos misturados.


No seu interior encontra-se um dos maiores órgãos de tubos do mundo.

Outra das igrejas a não perder é a Sacré Coeur.






A Igreja do Sagrado Coração fica no monte de Montmartre. Mesmo do centro da cidade consegue-se avistar a cúpula desta igreja.


Lá no cimo, é possível apreciar uma vista fabulosa sobre a cidade. Ali se encontram diversos músicos e artistas de “variedades” de todo o género e imensa gente a ver, aplaudir, a cantar, etc.. Fenomenal!!


Se a preferência for para algo mais calmo mas com glamour então, o sítio a visitar é a Opera de Paris.


É um edifício lindo, ostentoso e opulento, por dentro e por fora. “Perde-se” horas a observar os pormenores de decoração das salas imensas e recheadas de objectos de decoração…


O nome pode sugerir uma opção cara, mas não... Todos os dias em que haja espectáculo, uma hora antes, são vendidos os bilhetes com preços entre os 5 e 10€. Tem é de se usar uma roupa menos “turística” (eu fui de sapatilhas, gorro, camisola de lã) já que se pode ter problemas com o "Dress Code" (foi o caso…).


Se a preferência for para algo mais jocoso e diferente então, sugere-se o famoso cabaret Moulin Rouge.


Fica situado à saída de Blanche, na zona conhecida como Pigalle.


Aviso: É uma opção cara (ronda os 100€) e não é nada como no filme da Nicole Kidman. As bailarinas são decadentes, o serviço deixa a desejar e a comida é péssima. hhmmm… segundo consta…



Feira de Clignancourt


Fazer compras baratas em Paris é mentira!


Mesmo assim, resolvi visitar a feira de Clignancourt. Fica à saída do metro com o mesmo nome. É uma espécie de feira da Ladra. Aqui encontra-se de tudo! Artigos usados (alguns num estado lastimável) ou artigos hiper-modernos (que nem se percebe qual a sua utilidade). Roupas, decoração, electrodomésticos, produtos alimentares, antiguidades, etc.


É preciso bastante cuidado com os haveres (avistavam-se avisos por todo o lado) já que andava por lá gente de aspecto "duvidoso", com mais atenção pela minha carteira que pelos artigos em exposição…

Os Jardins du Louxemburg são para quem tem uma preferência por natureza e ar puro. "Verde" a perder de vista (neste caso mais acastanhado por que ainda não era Primavera), com imensa gente a fazer jogging, a andar de bicicleta, a passear os filhotes...

Paris é linda e imensa!
Para quem gosta do turismo menos formal, aconselho vivamente passear muito a pé e de metro, pois só assim se tem a sensação verdadeira da diversidade e singularidade (cores, caras, cheiros, texturas) que senti ao passear por aquelas ruas e avenidas imensas. 
Definitivamente, espero regressar pois vim de lá com a sensação que ficou por ver ainda muito do que a cidade tem para oferecer… Mas, mesmo a correr de um lado para o outro (como de costume), 4 dias é muito pouco tempo.

Sem comentários:

Enviar um comentário