domingo, 14 de março de 2010

Música...




Quase toda a minha ascendência paternal conhecida tem algum tipo de relação “próxima” com a música: Avós, tios, primos, pai, etc. …

Uma das primeiras recordações de que tenho memória é um daqueles lanches “ajantaradados” fartos, com tudo a que se tem direito numa mesa de família numerosa, com avô, tio e pai todos de guitarra “em punho” enquanto tias e primos e outros convivas cantavam melodias populares, fados e quaisquer outros géneros musicais que exacerbassem os sentimentos e os laços familiares que nos unem.

Com esta predisposição genética e relatado contexto social, não foi com surpresa, para quem conhece os Bernardo que, tanto eu como o meu irmão nascêcemos com o comummente apelidado “bichinho” da música.

O mano faz da música vida; eu faço da vida música…

As aulas da infância serviram para dar as bases, mas desde cedo o que para mim se tornava mesmo interessante era “inventar” melodias e ritmos… Como em quase tudo, tenho de ser eu a fazer e à minha maneira.

Bispos Boémios, Ruídos Ocultos, Vícius Corruptus, Hornet e, mais recentemente, Probe são alguns dos sobrenomes da segunda família que fui adoptando ao longo de anos de ensaios, viagens, concertos, jantaradas, almoçaradas, discussões, reconciliações, risos e choros.

Apesar das opções de vida (profissionais, afectivas, sociais) me terem levado para outros percursos, a música que persisto em fazer (a espaços, infelizmente, cada vez maiores), agora em casa e de forma "digital", continua a ser a banda sonora da minha vida, onde expresso sentimentos, emoções e paixões que de outra forma não conseguiria transmitir, seguramente.

 
Para a "posteridade", aqui ficam aguns registos audiovisuais dessa experiência...





























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